Regras de trânsito na água: Quais são elas?

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Você sabia que existem regras de trânsito na água? Assim como os automóveis, as embarcações possuem normas para navegação, seja em água doce ou salgada. São essas normas que permitem que todos possam navegar por rios, mares e lagoas com mais segurança e respeito ao espaço do outro.

As regras de trânsito para automóveis já são bastante habituais. Elas têm como finalidade garantir uma condução mais segura para todos, evitando acidentes de trânsito que muitas vezes são causados pela imprudência. Essas regras existem para que os condutores de veículos automotores ajam de forma civilizada no trânsito.

Isso também se aplica às águas. Embora no mar ou em água doce a quantidade de embarcações é muito menor, se comparado às ruas, estradas e avenidas, barcos, jet skis e lanchas são cada vez mais comuns e aparecem com frequência nas águas durante feriados, finais de semana e em todo o verão. Da mesma forma, o número de banhistas também aumenta nessas águas, já que é o momento ideal para se refrescar e curtir o momento de férias. 

Sendo assim, é fundamental conhecer as regras de trânsito na água, pois um passeio seguro precisa ser feito com cautela, prudência e respeito ao próximo. Então veja a seguir quais são as regras que você precisa conhecer e tire suas dúvidas sobre o tema.

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Veja quais são as regras de trânsito na água

Quais são as regras de trânsito na água?

As normas criadas para o trânsito no mar são do RIPEAM (Regulamento Internacional para Evitar Abalroamento no Mar). No entanto, elas também servem para navegar em água doce. Existem algumas regras de trânsito na água que são muito importantes. Veja a seguir cada uma delas em detalhes.

Leia também: Dicas de como pilotar um barco para iniciantes

1. Velocidade

Como o número de embarcações em circulação é menor, embora seja constante, não há um limite de velocidade pré-estabelecido como ocorre em terra. Por isso, é comum que as embarcações naveguem com velocidade um pouco maior. 

No entanto, quando há canais próximos a marinas, a velocidade máxima é de 10 nós (18 km/h). Já na bacia de manobras a velocidade máxima é de 5 nós (9 km/h). Mesmo sem velocidade máxima para navegação em alto mar ou em rios, isso não significa que o condutor não precisa ter cautela. O capitão deve navegar com responsabilidade, respeitando o limite seguro para evitar incidentes. 

Lembrando que a forma como você navega pode afetar outros barcos como é o caso das marolas. Se você navega em alta velocidade no mar, haverá muitas marolas sendo produzidas por sua embarcação que podem fazer até mesmo com que embarcações menores virem. Além disso, é desconfortável e perigoso navegar em alta velocidade, ainda mais com o mar agitado. 

Por fim, outra recomendação em relação a velocidade nas águas é para os dias de chuva e durante a noite. Nesse caso, é recomendado navegar em velocidade média, já que a visibilidade é reduzida.

2. Preferência

Outra regra de trânsito na água é a preferência para passagem. Essa regra tem como finalidade evitar colisões entre os barcos e manter uma navegação segura. No entanto, diferente das regras que existem para condução em terra, nas águas a preferência só existe quando há o risco de colisão entre embarcações. 

Na água, as regras de preferência ainda consideram a velocidade, tamanho do barco e o local de navegação. A regra mais básica sobre preferência é: as embarcações mais rápidas devem desviar quando há o risco de colisão. Isso porque elas possuem mais agilidade e, em alguns casos, mais potência no motor para manobras rápidas.

Por exemplo, quando há o risco de colisão entre um veleiro e uma lancha, a lancha deve dar preferência para o veleiro e realizar a manobra de desvio, já que seu motor é mais potente e por ser uma embarcação menor, é muito mais ágil para realizar manobras rápidas. 

No caso de dois barcos iguais que se aproximam, sendo em um sentido cruzado, a regra de preferência determina que a embarcação à boreste (lado direito) tem a preferência em relação à outra. Nesse caso, é a embarcação a bombordo que deverá realizar a manobra de desvio de rota. Já no risco de colisão com embarcações em sentido contrário, às normas determinam que ambas as embarcações precisam guinar para boreste. 

3. Aviso sonoro

Essa é outra regra muito importante para os navegantes de água doce e salgada. Trata-se da buzina das embarcações, sendo que ela é fundamental para sinalizar aos demais navegantes que o barco irá ultrapassar, virar, fazer uma curva ou até dar marcha ré. 

Os sinais sonoros de navegação indicam muitas coisas importantes, por isso, o navegante precisa memorizá-los tanto para indicar suas manobras para outros navegantes como também para entender o que as outras embarcações farão a partir dessa sinalização. Veja a seguir como é o aviso sonoro de acordo com cada manobra. 

  • 1 apito curto significa que o barco vai virar para a direita
  • 2 apitos curtos significam que o barco vai virar para a esquerda
  • 3 apitos curtos significam que o barco dará marcha ré
  • 1 apito longo significa que o barco fará uma curva
  • 2 apitos longos e 1 curto significam que o barco vai ultrapassar o outro pela direita
  • 2 apitos longos e 2 curtos significam que o barco vai ultrapassar pela esquerda
  • 1 longo é usado em caso de nevoeiro

4. Luzes de navegação

As luzes têm um papel muito importante na sinalização em terra e elas estão presentes o tempo todo, como em semáforo, no farol dos carros, entre outras luzes utilizadas no trânsito em terra. Na água não seria diferente, as luzes de sinalização náutica indicam muitas coisas, inclusive o tipo de embarcação quando a visibilidade é reduzida.

Cada uma das luzes utilizadas em uma embarcação indica algo diferente, por isso, veja a seguir como diferenciar cada luz de sinalização.

  • Luzes verde e vermelha (a famosa encarnada) são utilizadas nos bordos.
  • Navios, lanchas e veleiros utilizam luz branca na popa.
  • Navios também possuem duas luzes brancas nos mastros, sendo a de ré mais alta que a luz do mastro da proa.
  • Barcos de motor com até 50 metros também possuem luz branca no mastro.
  • Veleiros não possuem nenhuma luz branca no mastro.
  • Rebocadores puxando outro barco possuem luz amarela na popa em cima da luz branca.
  • Barcos a remo utilizam uma luz circular branca.
  • Barcos a motor ou a vela de até sete metros usam luz circular branca.
  • Barcos ancorados também utilizam luz circular branca.
  • Navios que estão entrando ou saindo de um canal pouco profundo usam três luzes circulares vermelhas.
  • Barcos de pesca que estão se movendo usam as luzes de bordos, uma luz branca na popa e outras duas luzes circulares enfileiradas no mastro de vante. 
  • Barcos de pesca com arrasto utilizam luz superior verde e luz inferior branca. 
  • Barcos de pesca com redes boiadas usam luz superior vermelha e luz inferior branca. 
  • Barcos da praticagem utilizam as luzes regulares de navegação e outras duas luzes circulares na vertical, sendo a superior branca e a luz inferior vermelha. 
  • Hidroavião utiliza luz branca entre as luzes de bordo, sendo assim, utiliza o padrão luz verde, branca e vermelha. 

5. Bóias e balizas

Dentre as regras de trânsito na água não podemos esquecer das bóias e balizas. Ambos são sinalizadores de navegação, sendo que as bóias são flutuantes, enquanto que as balizas ficam encravadas em um ponto sólido. Esses dois sinalizadores são muito importantes em canais, pois alertam sobre águas rasas e lajes perigosas. 

O sistema de sinalização utilizado nas Américas é o IALA B, por isso, esse é o sistema utilizado também no Brasil. O IALA B é constituído de 5 indicadores. Veja a seguir quais são eles.

Sinais laterais

São formados por bóias verdes e vermelhas e indicam um canal de passagem. As verdes ficam a bombordo do barco, quando este está entrando no porto. As vermelhas ficam a boreste do barco, quando este está entrando no porto. Já no sentido contrário, os sinais laterais seguem o padrão de luzes de navegação (verde a boreste e vermelhas a bombordo). 

Sinais laterais modificados

São bem parecidos com os sinais anteriores, mas eles indicam uma bifurcação. As cores também são as mesmas, sendo que no centro há uma faixa horizontal vermelha ou verde. O sinal de bombordo modificado possui boia verde com faixa vermelha no centro. 

A orientação, caso a intenção seja entrar no ponto, é deixar a boia à esquerda, já que a direita da bóia é o canal preferencial. O sinal boreste modificado possui bóia vermelha e faixa verde no centro. A orientação é seguir pelo canal principal que fica à esquerda da bóia, sendo que a boia fica à direita do barco. 

Perigo isolado

Essa sinalização indica que há um perigo embaixo delas, por isso, são representadas por balizas ou boias pretas com faixas vermelhas no centro, além de duas esferas no topo. 

Águas seguras

As boias e as balizas brancas que possuem faixas verticais vermelhas indicam que as águas são mais profundas e sem obstáculos, por isso, são seguras

Sinais cardinais

São balizas ou boias nas cores preto e amarelo. Esse sinais ficam próximos aos portos e orientam o navegante sobre perigo na região, como laje. Por isso, a orientação é seguir por um quadrante a partir do local sinalizado. 

Leia também: Como fazer alteração dos dados cadastrais da embarcação?

Regras de navegação em rios

As regras de navegação fluvial orientam sobre a navegação nos rios, riachos e lagoas. Veja a seguir as orientações para o navegante:

  • Em canais estreitos ou vias de acesso, o barco precisa se manter o mais próximo possível da margem a boreste.
  • Embarcações com menos de 20m ou engajadas na pesca não podem atrapalhar a passagem de outra embarcação em vias de acesso ou canais estreitos.
  • Para ultrapassar uma embarcação em canal estreito é preciso utilizar os sinais sonoros apropriados e aguardar pela aprovação da embarcação que será ultrapassada.
  • Quando houver curvas ou obstáculos que possam ocultar outras embarcações, é preciso navegar com cuidado redobrado e emitir um sinal sonoro de um apito longo para indicar que está se aproximando.
  • Se houver um apito longo do outro lado, isso indica que realmente há uma embarcação próxima, mas que estava oculta por algum obstáculo ou curva acentuada.

Se você gosta de navegar por rios não pode deixar de conhecer a Marina Imperial. Nossa marina fica nas margens do Rio Juqueriquerê em Caraguatatuba, Litoral Norte de São Paulo. Conheça esse cenário incrível e desfrute dos serviços oferecidos pela Marina Imperial. 

Quais são os sinais de auxílio à navegação?

Como vimos até aqui, são muitos sinais que podem auxiliar o navegante em alto mar ou em água fluvial. Eles são: sinais sonoros, boias, balizas, luzes, entre outros. Cada um possui um significado diferente, por isso, é importante estar atento a cada um deles. 

Regras de trânsito sobre banhistas e embarcações

Também é importante lembrar que existem leis específicas para garantir a segurança dos banhistas. Isso vale principalmente para o uso de jet ski, já que esse tem a capacidade de chegar bem próximo das praias. 

As leis orientam que os navegantes dêem uma margem de 200 metros da praia para que não haja nenhum acidente. Também é válido lembrar que molhar os banhistas propositalmente também é infração de trânsito, sendo passível de multas quando há fiscalização. 

Além disso, é importante garantir que a embarcação não está transportando mais tripulantes que o permitido e que todos os tripulantes possuem colete salva-vidas. Lembrando que crianças com menos de 12 anos e pessoas com mais de 65 anos devem usar o colete obrigatoriamente. 

Leia também: Como fazer manutenção no casco da lancha?

Medidas de segurança para embarcações

Além de todas essas regras de trânsito na água, é fundamental considerar todas as medidas de segurança para as embarcações. Essas medidas auxiliam na segurança de todos, inclusive da tripulação e do próprio navegante. Veja a seguir algumas medidas de segurança para as embarcações.

  • Se beber não navegue, passe o timão para alguém que seja habilitado
  • Não ultrapasse o limite de pessoas dentro da embarcação
  • Garanta que tenha coletes salva-vidas para todos os tripulantes
  • Verifique o material de salvatagem prescrito pela capitania antes de navegar
  • Faça todas as manutenções necessárias na embarcação
  • Tenha extintores de incêndio dentro da validade e em bom estado
  • Informe seu plano de navegação para a marina, condomínio ou iate clube antes de sair
  • Seja prudente ao navegar e navegue em velocidade adequada
  • Fique longe das praias e dos banhistas para evitar acidentes
  • Não polua o mar, garanta que todos joguem lixo no local adequado
  • Seja solidário com o próximo, preste socorro sempre que puder

Depois de todas essas informações, você já sabe que navegar com prudência e muita atenção é importante para garantir a segurança de todos. Veja mais Dicas do Marujo aqui no blog!

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